5 iniciativas pedagógicas antirracistas pra você apoiar

Por Carol Brito e Paula Silva

Uma vez, Nelson Mandela disse que as pessoas não nascem com ideias racistas, mas aprendem a reproduzi-las. As pessoas aprendem a ser racistas desde muito cedo, por meio da mídia branca e de fatores culturais repletos de estereótipos e marginalização. E a galera mais jovem, principalmente crianças e adolescentes, acabam tendo contato com esses discursos nocivos. Por isso é quase um consenso entre os movimentos negros brasileiros que o combate ao racismo passa indiscutivelmente pela educação antirracista — uma das heranças da educação transformadora de Paulo Freire.

Crianças e adolescentes orgulhosos de seus traços, da sua pele e de suas origens afrontam os racistas e toda uma sociedade que ainda não as vê como sujeitos. Jovens negros com acesso integral aos direitos básicos e com a autoestima elevada são agentes de transformação em diversas áreas — no âmbito social, no cultural e sobretudo na política. Quanto mais cedo essa galera entender que a nossa existência é um ato político, mais próximos estaremos de todos nos entendermos como antirracistas.

Para encerrar nossa série de conteúdos sobre hip-hop e política, listamos 5 iniciativas que visam a educação antirracista como projetos sociais para você conhecer e apoiar:

  • Pensar Africanamente

O canal Pensar Africanamente é um meio de produção e divulgação de conteúdo sobre a cultura africana e afro-diaspórica, cujo objetivo é usar a comunicação em favor da promoção da soberania das pessoas negras e do enfrentamento ao racismo. Através das lives são discutidos temas essenciais como soberania alimentar, direitos humanos, política e representatividade.

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Instagram: @pensar.africanamente

Youtube: youtube.com/pensarafricanamente

  • CEERT

O Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades (CEERT) é uma ONG referência na promoção da igualdade étnico-racial por meio de projetos que facilitam o acesso da população negra à educação, à justiça e ao trabalho. Fundada em 1992 por Hédio Silva Jr, Ivair Augusto Alves dos Santos e Maria Aparecida Silva Bento, a ONG possui uma equipe de psicólogos, juristas, educadores, sociólogos, assistentes sociais e gestores de pessoal, que procuram promover e divulgar a ideia da inclusão racial. O CEERT também assessora órgãos do governo, instituições privadas e movimentos sociais em formação política, capacitação do pessoal e produção de material didático.

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Youtube: youtube.com/ceertcomunic

Facebook: facebook.com/ceert.org.br

  • Instituto Ella

O Instituto Ella Criações Educativas desenvolve projetos educacionais para redes de ensino, colégios, universidades e demais instituições interessadas. Fundada por três educadoras-pesquisadoras, o instituto oferece cursos, palestras e consultorias com a temática de direitos humanos com foco especial para as relações étnico-raciais, estudos de gênero e educação ambiental.

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Facebook: facebook.com/institutoellaeduca

Site: www.institutoellaeduca.com.br

  • Meninas Crespas

O Movimento Meninas Crespas tem como principais objetivos a valorização do cabelo crespo através do resgate da identidade negra e do poder feminino. Nascido numa escola em Restinga, bairro de Porto Alegre, o projeto é formado por mães, pais, crianças, jovens, professores e educadores que buscam uma educação afrocentrada pautada nas relações étnico-raciais. A iniciativa foi indicada ao Prêmio Sim à Igualdade Racial do Instituto Identidades do Brasil (@id_br) em 2020 na categoria “Instituto de ensino”.

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Instagram: @meninas_crespas

Facebook: facebook.com/MeninasCrespasRestinga

  • Afroativos

O projeto Afroativos é uma iniciativa que promove a conscientização racial, empoderamento e ressignificação da cultura afro, idealizado e organizado por alunos da EMEF Saint’Hilaire, em Porto Alegre (RS). O projeto é custeado com recursos próprios e organiza rodas de conversa e atividades pedagógicas para a comunidade, visando a “afrobetização” e a humanização das relações.

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Facebook: facebook.com/afroativos

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