Chyara Gomes e Isadora Duarte

Gangsta rap, Ronald Reagan e a ‘era do crack’

Por Luiz Pedro Pires

Não é novidade para ninguém, em nenhum lugar do mundo, que o hip-hop é um dos principais porta-vozes da periferia na mídia e na cultura popular. Desde sua criação como movimento artístico no Bronx dos anos 70, o hip-hop conquistou o mundo sendo, acima de tudo, um patrimônio cultural, econômico e intelectual preto e periférico, sem precisar esconder sua essência de luta no processo. Contudo, se hoje é “comum” ver MC’s rimando sobre a realidade de onde vieram, denunciando as injustiças do sistema e sem polir o linguajar, muito se deve a um grupo de artistas que, em meio a uma das maiores crises humanitárias da história, saíram das ruas de Compton para mudar a cultura para sempre.

Em agosto de 1988, o supergrupo chamado N.W.A. (Niggaz Wit Attitudes), lançou seu álbum de estreia, o lendário ‘Straight Outta Compton’. Formado por Mc Ren, DJ Yella, Arabian Prince, Ice Cube, Eazy-E e Dr. Dre, o grupo provocou uma verdadeira revolução em termos de música, lírica e representatividade, que nas palavras de Ice Cube, mudou os rumos da cultura pop em todos os níveis. Com Dre, Prince e Yella na produção musical, Ren e Cube nas letras e Eazy-E como o homem de negócios e frontman do grupo, o NWA fez com que o rap chegasse aos lares da classe média norte-americana, expondo a crua realidade que os guetos viviam na década de 80 e sem deixar de utilizar um palavrão sequer.

Chuck D, o lendário MC do Public Enemy, certa vez disse que o rap é a “CNN preta”, referindo-se ao papel que o gênero desempenha como comunicador das massas, e nesse ponto, poucos artistas foram tão importantes quanto o NWA. Formado em uma das regiões mais pobres da Califórnia, o grupo surgiu em um contexto onde as políticas neoliberais, conservadoras e de extermínio da população pobre estavam em seu auge, o que fez com que as periferias das grandes cidades fossem devastadas pela miséria, fome, desemprego, crime, violência policial e, especialmente, pelas drogas. Vivendo em meio ao caos, esse grupo de conhecidos, que incluía três DJs de boates, dois MC’s amadores e um traficante local, decidiram criar o tipo de música que iria narrar esse cenário para o mundo.

O grupo N.W.A – Douglas R. Burrows/Los Angeles Times

Até o surgimento do N.W.A, a cena de Los Angeles era dominada pelo electro das boates, que apesar de já possuir alguns elementos do hip-hop como o DJing e o break dance, eram afastados da cultura que explodia em Nova York. Contudo, apesar da cena musical festiva, a situação das periferias locais era tão ruim – se não pior – que as da Costa Leste. Ali, as gangues eram consolidadas e possuíam identidade, estética e cultura próprias, o que se intensificou com a chegada da cocaína colombiana e a subsequente explosão do crack nas ruas. Nesse contexto, a ideia de incorporar a cultura das gangues e cafetões que dominavam cidades como LA e Oakland nas letras, e utilizar essa identidade para denunciar a realidade cruel das comunidades da época, foi a base que deu origem ao que se conhece como ‘gangsta rap’, o principal pilar do hip-hop da Costa Oeste.

A arte, como se sabe, é sempre um reflexo do momento na qual está inserida. Como a história prova, sempre que a humanidade atravessa um período turbulento e conflituoso, a arte é a ferramenta responsável por educar, denunciar, combater e registrar aquele contexto para as gerações futuras. Logo, nos EUA dos anos 80, época em que o governo direitista de Ronald Reagan levou milhões à pobreza, as drogas devastaram comunidades e o anticomunismo da Guerra Fria desviou as atenções dos problemas internos, o hip-hop se popularizou e se tornou a voz de uma geração periférica que cresceu em meio a um dos períodos mais sombrios da história do país.

O governo Reagan

“1987, somos os filhos de Ronald Reagan” – Kendrick Lamar, ‘Ronald Reagan Era’ (2011)

Em 1980, o ex-governador da Califórina, Ronald Reagan, foi eleito presidente dos Estados Unidos. Sob a promessa de “fazer a América grande novamente”, o republicano chegou ao cargo com uma vitória esmagadora nas eleições, no intuito de tirar o país de quase uma década de instabilidade política e estagnação econômica. Durante seu mandato, que durou de 1981 a 1989, o governo investiu em uma série de políticas econômicas neoliberais, como a redução de impostos para grandes empresas e o corte significativo nos gastos públicos. Seu governo, considerado o auge ideológico da direita norte-americana, favoreceu as corporações e a classe média alta, e o país testemunhou um período de relativo crescimento econômico.

Contudo, para as classes mais pobres, a história foi diferente. Se a ideia do plano econômico era diminuir os gastos das empresas para estimular a criação de empregos e salários melhores, a realidade tomou o rumo oposto. Com o controle menor da economia por parte do Estado, os índices de desemprego e concentração de renda dispararam, tornando-se um período de enorme disparidade entre ricos e pobres. Além disso, a política de redução dos gastos públicos fez com que diversos programas de assistência social fossem cortados ou severamente reduzidos, especialmente nos setores de alimentação, saúde, educação e moradia.

Reprodução/Netflix

Segundo a historiadora Elizabeth Hinton no documentário “Crack” da Netflix, o governo Reagan cortou meio milhão de pessoas dos programas sociais, um milhão do auxílio alimentar e 2,6 milhões de crianças da merenda escolar. Logo, em um espaço de poucos anos, as periferias das principais cidades do país passaram de um estado de dificuldade para um cenário apocalíptico. Milhões de pessoas foram jogadas na extrema pobreza da noite para o dia, muitos perderam suas casas e empregos e passaram a viver nas ruas, ou depender de trabalhos análogos a escravidão para sobreviver. Assim, se a situação já era catastrófica, ela toma proporções inimagináveis com a chegada de uma nova substância nas ruas.

A ‘era do crack’

“A era do crack e a administração Reagan que os pretos temem até hoje” – Noname, ‘Self’ (2018)

Na década de 80, a cocaína era a “moda” entre as elites brancas do país. Sua glamourização em Hollywood, vista em obras como ‘Scarface’ (1982) e ‘Wall Street’ (1987), aliada à seus altos preços, fizeram com que o uso da substância se tornasse um status, associado diretamente ao poder e à riqueza. Na época, o crescimento dos grandes cartéis colombianos, que produziam toneladas de cocaína nas florestas, fez com que as fronteiras dos EUA fossem inundadas de carregamentos todos os dias – vide ‘Narcos’ -, chegando por diversas rotas pela América Central e com pouquíssima intervenção do governo federal. Assim, a droga virou um artigo de luxo que abastecia desde as boates de Los Angeles até a Bolsa de Valores de Nova York.

No entanto, se os ricos consumiam a cocaína que entrava com certa facilidade no país, os pobres não tinham a mesma condição. Com o desejo criado pela indústria do entretenimento, somado às condições de vida cada vez mais duras das classes baixas, a demanda pela droga cresceu e, pela lógica, a oferta acompanhou. Dessa forma, alguns traficantes descobriram que é possível transformar o pó da cocaína para um estado sólido cristalizado, que é mais potente, imediato, rende em maior quantidade e é muito mais barato, o que o tornaria acessível para o gueto. A droga foi batizada de ‘crack’, em referência ao som que emite ao ser aquecida para o fumo, e em questão de semanas, ela inundou as ruas dos centros urbanos do país, dando uma margem de lucro absurda para os vendedores.

Como hoje se sabe, o crack é uma das substâncias mais nocivas e com o maior potencial viciante que se conhece, mas na época, existiam pouquíssimos estudos sobre a droga e seus efeitos. Assim, à medida que toneladas de cocaína e crack chegavam às cidades, a oferta passou a criar sua própria demanda, e milhares de pessoas em estado de dificuldade aderiram ao uso. Com o tráfico, o dinheiro arrecadado foi tão impactante que permitiu as gangues se armarem como nunca, transformando os bairros pobres em verdadeiras zonas de guerra. “Eu tive amigos que tinham tanto dinheiro físico que os ratos estavam comendo. Quando essa quantidade de dinheiro sujo circula pelas ruas, os que não conseguem vender passam a roubar de quem vende, e isso cria uma dinâmica doentia nas comunidades”, disse o rapper Ice-T no documentário ‘Hip-Hop Evolution’.

Grandmaster Flash & The Furious Five (1983) – Reprodução/IMDb

O período foi tão crucial na organização da sociedade norte-americana que foi representado na cultura pop ao longo dos anos através de filmes, séries, música e, especialmente, do rap. Em Nova York, a clássica “The Message” (1982) de Grandmaster Flash se tornou um dos primeiros raps a fazer sucesso comercial, ao ilustrar cenário caótico do Bronx no início da era Reagan. No final da década, o rap revolucionário do Public Enemy gerou impacto na televisão com o clipe de “Night Of The Living Baseheads” (1988), que mostrava a realidade dos usuários de crack de forma cinematográfica. Além disso, já na década de 90, as histórias do tráfico inspiraram um certo Nas a criar um certo “Illmatic” (1994), álbum que reuniu relatos de suas experiências em meio a esse ambiente.

Porém, se a ‘epidemia do crack’ – batizada pela mídia para chocar a opinião pública – foi devastadora nas grandes cidades, nenhuma delas foi tão afetada quanto Los Angeles. Em 1996, o jornalista Gary Webb publicou uma série de reportagens que provaram a “vista grossa” do governo Reagan para a entrada da cocaína no país, e a ligação entre a CIA e a disseminação da droga na periferia de LA. Na época, Webb descobriu que a CIA financiava os Contras, grupo armado que combatia o governo comunista da Nicarágua nos anos 80, com o dinheiro arrecadado pela venda de cocaína na Califórnia.

No mandato de Reagan, a guerra ao comunismo foi um dos principais assuntos em pauta, onde era comum ver a Casa Branca organizar e armar movimentos de guerrilha anticomunista pelo mundo inteiro – vide o Talibã no Afeganistão -. Contudo, a falta de aprovação do Congresso para o uso do dinheiro público para financiar os Contras na Nicarágua, fez com que o governo adotasse formas alternativas de arrecadar verbas. Logo, Webb revelou que alguns dos principais traficantes da Califórnia eram informantes da CIA, que repassavam os lucros em troca de armas modernas e uma rota segura para a entrada da droga nas comunidades. “A CIA criou a primeira ligação direta entre os cartéis colombianos e os bairros negros de Los Angeles”, escreveu Webb.

Crips, Bloods e a cultura das gangues

Só por segurança, não use azul ou vermelho” – Ice Cube, ‘How To Survive In South Central’ (1991)

Na década de 80, o narcotráfico promoveu uma verdadeira ‘corrida do ouro’ para os vendedores nos guetos da Califórnia, e em dado momento, as gangues monopolizaram esse comércio. Com os milhares de dólares que entravam todos os dias pela venda de cocaína e crack, os membros dessas gangues passaram de assaltantes para mega empresários, fazendo com que suas facções se tornassem mais armadas, ricas e organizadas. Logo, com a crescente demanda, a competição aumentou, novas gangues surgiram e as ruas de bairros como Compton, Watts e Long Beach se transformaram em praças de guerrilha e zonas de disputa por território.

Entre as diversas gangues que existiam na época, muitas orbitavam em torno de duas facções predominantes: os Crips e os Bloods. Por serem as mais tradicionais, populares e estruturadas, ambas tomaram a dianteira do narcotráfico local e protagonizaram anos de violência constante entre si, imersos em uma rivalidade que já existia muito antes da primeira pedra de crack surgir. Os Crips, sigla para ‘Revolução Comunitária Em Progresso’, foram fundados em 1969 por Raymond Washington, um jovem pobre e conhecido na região pelos constantes furtos e problemas com a lei.

David Mcnew/Getty Images

Washington foi um ‘herdeiro’ da tradição armada e organizada do Partido dos Panteras Negras que, vindos do norte da Califórnia, plantaram as sementes do pensamento marxista revolucionário nas comunidades negras de Los Angeles. Com as perseguições, assassinatos e a subsequente dissolução do Partido por parte do governo – sendo Reagan o governador do estado -, os Panteras deixaram um “vácuo” no controle da violência nas periferias, e os jovens fomentados por eles passaram a se organizar entre si para disputar essa hegemonia. Dessa forma, os Bloods surgiram com Sylvester Scott, um secundarista que, após ser agredido por Crips, formou uma gangue unindo outras menores para oferecer proteção e desafiar o domínio ‘azul’.

Como acabar com os Panteras Negras? Ronald Reagan cozinhou uma resposta” – Kanye West, ‘Crack Music’ (2005).

Na cultura pop, os Crips e os Bloods se tornaram um elemento constante ao longo das décadas. Além do rap, é notável a presença dessa cultura na música, cinema, TV e até na literatura, o que ajudou a criar uma imagem que provoca descriminação, medo, respeito e até admiração no imaginário popular. Carros lowriders, passos de dança – vide o C-walk – e bandanas coloridas foram popularizados por nomes como Ice-T, E-40 e N.W.A, e posteriormente, ganharam o mundo nas letras e clipes de Dr. Dre, Snoop Dogg, Eazy-E e Tupac Shakur, se tornando um elemento indissociável da estética e identidade do hip-hop da Costa Oeste.

O gangsta rap e o N.W.A

Era assustador o simples ato de estar parado na rua para fumar um cigarro, pois existia 50% de chance de alguém chegar atirando. Você não podia parar em certas lojas ou andar por certas ruas, e era uma benção chegar em casa vivo só para repetir tudo no dia seguinte”, disse o rapper MC Eiht no documentário Hip-Hop Evolution.

Impulsionados pela brutal realidade que os cercava na época, MC’s aspirantes como Ice-T, Toddy Tee e Too $hort, perceberam – antes mesmo do N.W.A – que documentar o dia-a-dia dos guetos californianos era uma questão de sobrevivência. Logo, com a crescente popularização do rap nova-iorquino no país, a cena californiana se formou organicamente e passou a lançar seus próprios talentos para o mundo. De ‘Batterram’ (1985) de Toddy Tee, um dos primeiros registros de histórias do tráfico no rap, até a clássica ‘6 N The Morning’ (1987) de Ice-T, considerado o primeiro gangsta rap legítimo de LA, o hip-hop tomou a cidade de assalto.

Contudo, foi com o N.W.A que o gênero ganhou sua primeira obra-prima, que levou a experiência das ruas caóticas de Compton para a TV, jornais, lares da classe média branca e até para o Congresso. A sonoridade desenvolvida por Dr. Dre, que misturava elementos do electro com samples de funk e batidas densas, somada às histórias tragicômicas escritas por Ice Cube e a vivência de Eazy-E como gangster, fizeram com que o grupo se tornasse um produto temido na indústria, mas irresistível ao mesmo tempo. De início, a banda chamou a atenção com o sucesso ‘Boyz N The Hood’ (1987), uma versão de Cube sobre o que seria um dia em LA, e que Dre convenceu Eazy – que não era rapper – à cantar.

Divulgação/Columbia Pictures

Em seguida, veio o histórico ‘Straight Outta Compton’, que vendeu mais de 3 milhões de cópias pelo mundo. Capitaneado por clássicos como ‘Dopeman’ e a faixa-título, o álbum foi boicotado nas rádios e na MTV pelo uso de palavrões, descrições de cenas de sexo e violência, humor ácido e a suposta ‘glamourização’ da vida do crime. Além disso, a faixa ‘Fuck Tha Police’ fez o grupo ser censurado e perseguido por policiais em todo o país, e fez com que o FBI enviasse uma carta ao estúdio pedindo ‘gentilmente’ para que a banda não tocasse a canção ao vivo, sob ameaça de retaliação. Como se não bastasse, o álbum também acendeu uma fagulha que, nos anos seguintes, culminou na explosão do gangsta rap no mainstream.

À medida que o mundo entrava nos anos 90, o N.W.A se desfez, e as carreiras solos de seus membros ajudaram a traçar os rumos que o rap tomaria na década. O gangsta politizado de Ice Cube em ‘Amerikkkas Most Wanted’ (1990), o gangsta funk de Dr. Dre em ‘The Chronic’ (1992) e o gangsta agressivo de Eazy em ‘It’s On…’ (1993) foram alguns dos pilares que fundamentaram o gênero para a nova geração de artistas que surgia. Assim, o gangsta rap passaria as próximas duas décadas transitando entre a denúncia social, a comercialização e a problemática da misoginia, e seu legado – apesar de controverso – o consolidou como um dos movimentos mais influentes da história do hip-hop.

O legado

Como produto de seu tempo, o gangsta rap foi uma reação necessária à era de extermínio que a população pobre, preta e periférica vivia – e vive – nas mãos do Estado capitalista. Logo, suas mensagens de antirracismo, denúncia da brutalidade policial e das opressões de classe atravessaram as décadas, promovendo um marco enorme na cultura pop. De clássicos de Tupac como ‘Brenda’s Got A Baby’ (1991) e ‘Dear Mama’ (1995), que narram a pobreza e a dependência química no gueto sob a perspectiva de mães pretas, até os primeiros álbuns de Kendrick Lamar, que ilustram sua infância em Compton no auge da violência das gangues, sobram exemplos de obras artísticas que recriam a vivência das classes pobres no período.

No cinema, um grande exemplo recente é o do filme Coringa (2019) que, ambientado no início do governo Reagan, faz com que o corte de verbas públicas para tratamentos psiquiátricos da época seja o evento que desencadeia todos os acontecimentos da história. Além disso, obras como ‘Faça A Coisa Certa’ (1989), ‘Boyz N The Hood’ (1991), ‘Febre da Selva’ (1991), ‘Fique Rico ou Morra Tentando’ (2005) e ‘Moonlight’ (2016) ilustram a experiência das comunidades negras nos EUA dos anos 80, e desconstroem a ‘nostalgia oitentista’ vendida pela indústria cultural nos últimos anos.

Capa do álbum ‘Get Rich or Die Tryin’, de 50 Cent – Divulgação/Interscope Records

Como se sabe, a ‘era do crack’ não acabou, uma vez que as regiões pobres das cidades dos EUA, assim como do Brasil, ainda sofrem com a devastação das drogas e da desigualdade provocada por anos de neoliberalismo e desmonte de políticas públicas. O impacto que o período teve em gerações de pessoas que tiveram suas famílias e comunidades destruídas é incalculável, e o passado sempre serve como alerta para o futuro. Felizmente, a cultura popular, com o rap na vanguarda, irá garantir que esse pedaço da história jamais seja esquecido.

Referências

Música:

  • The Message – Grandmaster Flash
  • Brenda’s Got A Baby – Tupac Shakur
  • Dear Mama – Tupac Shakur
  • Batterram – Toddy Tee
  • 6 N The Morning – Ice-T
  • Night Of The Living Baseheads – Public Enemy
  • Crack Music – Kanye West
  • Self – Noname
  • Straight Outta Compton – NWA
  • Amerikkka’s Most Wanted – Ice Cube
  • The Chronic – Dr. Dre
  • Doggystyle – Snoop Dogg
  • Section80 – Kendrick Lamar
  • good kid, m.A.A.d city – Kendrick Lamar

Filmes/séries/livros:

  • Snowfall (série)
  • Crack (documentário)
  • The Hip-Hop Evolution (série, s1e4 e s2e2)
  • Straight Outta Compton (filme)
  • Boyz N The Hood (filme)
  • Faça A Coisa Certa (filme)
  • Narcos (série)
  • Dark Alliance: The CIA, The Contras and The Cocaine Explosion (livro)

Playlist Spotify:

Luiz Pedro Pires é jornalista, RP e produtor cultural. Criado na mistura das zonas norte e oeste do RJ, trabalhador, bon vivant, leonino e estudante da UERJ. Música, história, comunicação e registro. Escreve pela cultura e para a cultura.

Compartilhe nas suas redes sociais

Share on facebook
Share on twitter

Somos veículo de revolução