No radar 2022

Se o ano de 2020 foi regado por aflições para a indústria criativa, o ano de 2021 foi a esperança que profissionais e admiradores da arte suplicaram. Foi nos primeiros dias de janeiro que a primeira brasileira foi vacinada, uma enfermeira preta. Um respiro de alívio. Atualmente estamos com 94% da população vacinada com, pelo menos, a primeira aplicação. Com o novo cenário, a cena artística mostrou que o jogo nunca para. Ainda com máscara pendurada no rosto e álcool em gel na pochete, temos voltado a poder circular por eventos, mostras, batalhas de rima, desfiles e shows – inclusive nós mesmas conseguimos celebrar o primeiro ano de Brasa Mag no mundo de forma presencial. Entretanto, diversos envolvidos com o Hip Hop não desaceleraram os passos. Na época que foi restringido os shows, a criação artística poderia ter se perdido, mas fora do palco ela se fez ainda mais presente. Ela se manteve na voz, nas linhas, nos conteúdos gerados e planejamentos do futuro.

É por isso que estamos apresentamos a nossa curadoria sobre trabalhos realizados neste ano. A apuração interna foi feita até o dia 22 de novembro, você pode conferir aqui os trabalhos que incendiaram 2020. E, agora chega mais para conhecer nosso Radar 2022.

Augusto Pakko

Augusto Pakko é um multi artista, além de rapper é diretor criativo e modelo. Não é atoa que seus trabalhos audiovisuais continuam as narrativas de suas composições. Sua primeira mixtape foi lançada este ano e se chama D’Assalto, com 7 faixas, produzido pelo Brak e foi lançada no Dia da Consciência Negra. Contando ainda com um vídeo de apresentação, que leva a mensagem forte que precisamos falar todos os dias.

Shock MC

Diretamente de Macapá, o MC Super Shock é produtor musical, produtor audiovisual, rapper que há mais de dez anos desenvolve sua arte no Hip Hop.

Semiseria

Com os pés no Grime, Drill, Afrobeat e muito outros estilos musicais, Semiseria executa com toda excelência. Não importa o ritmo, sua voz e suas composições te levam além. A carioca promete grandes projetos para 2022, um deles é seu primeiro EP.

Bruno Kroz

Revelação do grime brasileiro. O soteropolitano é coerente nas letras, é homem preto, de fora do eixo, e amassa na rima.

Sena MC

O rapper paulista lá de Osasco, vêm trilhando seu caminho nos asfaltos quentes da cidade. Este ano lançou diversos singles e participou do Brasil Grime Show. Até o momento não lançou seu primeiro disco ou ep, 2022 promete ser um grande ano para o Sena MC.

Amanda Sarmento

Com uma voz linda, ela tem potencial para soltar um hit a qualquer momento. Rara com SD9 e seu trabalho, LIVRE, mostrou um pouco mais da sua identidade. Ela é um presente para o R&Drill no país.

Veigh

É um artista que desenvolve um trabalho muito bom e vem tendo um destaque ainda maior pelo seu trabalho no final desse ano.

Nic Dias

Teve destaque em 2021 com seu primeiro EP “1.9.9.9”. É uma artista em potencial grandioso(sem bairrismo), ela provou que ta no game com todas as limitações de uma mina preta nortista, entrega sua essência na arte sempre de forma singular e ela é meu radar 2022.

Naju

Com uma trajetória aliada ao skate, ela integra os coletivos e projetos Brit’s, Black Trunks, Maiacba, e transporta o impulso, a adrenalina e a velocidade das pistas para seu trabalho audiovisual. Em 2021, Naju assinou o emblemático clipe de “Crash”, single de “Delta Estácio Blues” (2021) de Juçara Marçal, com composição de Rodrigo Ogi. Em formato vertical, em alinhamento com o consumo de conteúdos audiovisuais pelo mobiles por aí a fora, ela nos conduz em um passeio por RJ olhando no olho da população pobre, em vulnerabilidade social e em situação de rua; sem romantismos, ela confere um olhar criativo e lúdico à humanidade de cada uma das pessoas, deixando de lado qualquer movimento de caridade, meritocracia ou julgamentos.

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